sexta-feira, 20 de maio de 2011

TROCADILO : ENTRE A EXCLUSÃO E A OPRESSÃO















RESENHA CRÍTICA

Filme de:

Prado, Marcos. ESTAMIRA. 120m.



Pobreza, lixo e revolta é o cenário utilizado por Marcos Prado no desenvolvimento do filme Estamira que apresenta como personagem central uma senhora que ganha a vida no árduo trabalho em um aterro sanitário. As cenas apresentadas pelo autor focalizam especialmente os argumentos de Estamira a respeito de sua condição social, bem como sua tarefa de “ensinar aquilo que os homens não sabem ensinar aos inocentes”.
Ao que parece, desde o início do filme, Estamira intercala momentos de lucidez e transtornos mentais que são muito bem apresentados pelo autor evidenciando uma clara denúncia a exclusão social e sua decepção em relação a Deus.
Ao mostrar o barracão de Estamira, bem como seu local de trabalho, o autor nos mostra uma realidade muito presente no Brasil dos contrastes sociais que não é mostrado na televisão, mas que existe e está bem perto de nós. Abuso sexual, violência doméstica, vício, abandono, solidão são as referências carregadas por Estamira e o fundamento de uma revolta que culmina num quadro psicótico de evolução crônica.
Extremamente religiosa Estamira acreditava que as agruras vividas representavam um período de provação, mas ao não conseguir superar esses momentos, se decepciona com Deus e começa a maldizê-lo “Quem obedeceu a Deus, largou de morrer?” Toda a revolta em relação a Deus está relacionada diretamente ao sofrimento experimentado durante toda a sua vida. Mas ao mesmo tempo, como se invertendo as posições, Estamira se apresenta como a solução, “a revelação do Trocadilo”, a auto-suficiente. Talvez com a intenção de produzir em si a esperança de dias melhores, a cura de sua enfermidade, Estamira se coloca na posição de Deus. “Ninguém pode viver sem Estamira”.
O sofrimento é sem dúvida a tônica do enredo desenvolvido pelo autor. Mas a questão que se coloca é a seguinte: A exclusão é resultado da opressão espiritual? Ou a opressão espiritual de Estamira é resultado da exclusão, do abandono pelo qual passou durante toda a sua vida? O autor permite que decidamos sobre esta questão, bem como permite a interferência em relação ao desfecho desta comovente história.
Com palavras impactantes do ponto de vista espiritual, alguns momentos parece mesmo que Estamira é controlada por uma força superior e parece agir acionada por um “controle remoto” que modela sua fala e postura frente as câmeras.
O personagem de Marcos Prado, mesmo em momentos de demonstrações de revolta e insanidade nos faz refletir a respeito de alguns aspectos importantes, como o que diz respeito a igreja e as doutrinas, por exemplo. Estamira diz: “As doutrina erradas e trocadas ridicularizaram os homens [sic]”.
Provocante e polêmico o filme nos faz refletir sobre o homem e seus dilemas, bem como nos alerta para uma realidade distante de Deus e por conta disso, susceptível às intervenções espirituais da maldade. É assim que o autor faz questão de nos mostrar Estamira, uma mulher irreverente, desrespeitosa e vulgar no trato com Deus.
As cenas ganham no aspecto de originalidade, quando mostram o dia – a – dia sem os apetrechos dos estúdios e com uma linguagem comum, mesmo que vulgar, acessível a todos.
Indubitavelmente o filme Estamira retrata de maneira clara o resultado de uma vida sem Deus. Ao mesmo tempo nos trás um despertamento sobre a nossa contribuição efetiva enquanto agentes de paz sócio-espiritual. Ao final do filme não se preocupe se de repente você se perguntar: O que estou fazendo para contribuir com a mudança desta realidade tão presente no meu País?

Carlos Augusto Pinheiro Souto

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

"TÚ É CRENTE?"

Boa Noite Prezados! Na última sexta - feira, (05/11/10), quando estava a caminho de Ipixuna para realizar a FC III,(Formação Continuada III) tive uma das maiores experiências de toda a minha a vida. O fato é que próximo da barreira Federal em Ananindeua, o ônibus foi tomado de assalto por quatro jovens: 03 rapazes e 01 moça que aparentava, no máximo, 16 anos. Os jovens se posicionaram em lugares estratégicos e derrepente, com arma de grosso calibre anunciaram o assalto. Os passageiros ficaram em polvorosa e os assaltantes começaram a empurrar e agredir verbalmente todos os passageiros. Um dos assaltantes exigiu que um funcionário dos correios tirasse toda a roupa. O rapaz, meio atordoado, atendeu imediatamente a ordem e ficou só de cueca. Logo depois, o mais surpeendente aconteceu: O "Chefe" da operação apontou o revólver para mim e disse " tá olhando o quê? Passa tudo! bora, bora, fica de pé" Imediatamente me levantei e disse pra ele:
Calma Amigo, Jesus te Ama! Então ele me olhou seriamente e perguntou: " Tú é Crente?" Eu disse: "Graças a Deus". O assaltante me olhou novamente e com uma voz mansa e educada disse: "Fica na tua. Ninguém vai mexer contigo". Imediatamente sentei e orei ao Senhor para que aquela ação do inferno pudesse acabar e que todos ficassem bem. De repente, outro assaltante veio me abordar e repetiu o procedimento. Pediu que eu abrisse minha bolsa e ficasse de pé. Para minha surpresa e de outros passageiros, uma voz firme e imperativa bradou: " Eu já não disse que não é pra mexer com ele?" O "chefe" mateve sua palavra até o fim não permitindo que ninguém roubasse os meus pertences.
Queridos formadores, não sei quem realmente já passou por essa situação, mas o fato é que as circunstancias vividas em um assalto a mão armada nos faz parecer tão impotentes e frágeis. Naquela hora lembrava de meus filhos que deixei em casa, minha esposa que me desejou uma boa viagem. Lembro da frase de despedida de meu filho e filha: "Pai, Te Amo, não demora!" Lembrei de tantas vezes que priorizei tantas coisas em detrimento da minha família, enfim... Aquela poderia ser a última lembrança da minha família e amigos, mas aprouve ao Senhor Deus, rico em bondade e misericórdia conceder-me mais tempo aqui na terra junto de minha familia e amigos.
No momento de maior tensão, quando os assaltantes suspeitaram que tinha um policial no ônibus, fiquei receoso que houvesse um tiroteio e alguém ficasse ferido. Tentei me abaixar, mas um dos assaltantes exigiu que ficassemos de cabeça levantada e de olhos fechados. Comecei então a lembrar das promessas de Deus:

Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.( Sl 91. 1-11)

Então, uma tranquilidade tomou conta de mim. Eu sabia que Deus estava ali nos guardando. Não havia motivos para ter alguma dúvida de que Deus estava no controle da situação. Deus é assim: Fiel, mesmo quando somos infiéis. Atencioso, mesmo quando não fazemos dele caso algum. Bondoso, mesmo quando maquinamos o mal. Rico em perdoar, mesmo quando não perdoamos. Misericordioso. Deus cria circunstancias para que não esquecamos que tudo que temos e que somos é por causa de sua misericórdia. Deus é gracioso e sempre providencia meios para nos alcançar através do seu amor incondicional.
Sou feliz e sei que "Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece" (Fp 4.13). Sei que nos momentos mais difíceis de minha vida o Senhor estará comigo e nada me separará desse amor (Rm 8.38).
Oro a Deus que esteja guardando a todos meus amigos professores em suas viagens pelos interiores do Pará. Nossa missão precisa continuar. O projovem é um projeto aprovado por Deus e tem contribuido com a felicidade de muitas familias.
Que Deus abençoe grandemente a todos os envolvidos neste projeto. Não esqueça, Deus é contigo. O Senhor te Ama e tem "planos bons perfeitos e agradáveis" para tua vida".

No amor de Cristo

Augusto Souto

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

IGREJA E POLÍTICA: A IDENTIDADE CRISTÃ EM CRISE



Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo.”
(2 Coríntios 11:3)


Publiquei recentemente um artigo intitulado “Igreja é Igreja e Púlpito não é Palanque”, que tinha por objetivo alertar a igreja a respeito de posturas político-partidárias que estão desvirtuando o verdadeiro propósito para o qual esta foi concebida. Esse artigo tratava, entre outros assuntos, da necessidade de vigilância, pois o efeito letárgico e alienante das eleições tem contribuído para enganar “... até os escolhidos” (Mc 13.22).
Gostaria, então, de aprofundar essa discussão oportuna, haja vista que o púlpito de algumas igrejas tem realmente servido de palanque, (como constatei “in loco” nas minhas andanças), e os seus membros como massa de manobra de um sistema encabeçado por líderes sem compromisso com Deus e “... amantes de si mesmos” (2 Tm 3.2). Esses maus obreiros (Fp 3.2) que, diga-se de passagem, são crentes professos, estão corrompendo o evangelho de Jesus Cristo através de falsos ensinos e invertendo os reais valores do Reino de Deus para seus próprios interesses, cujo “O fim é a perdição; o deus é o ventre, e a glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas.” (Fp 3:19).
Com todo o respeito àquelas pessoas próximas a mim, que estão, de alguma forma, envolvidas com a política, bem como àqueles líderes que também militam nessa área, gostaria de dizer que o exposto neste artigo reflete um posicionamento pessoal. Assim sendo, fiquem à vontade para discordar dos argumentos apresentados pelo autor. Não tenho dúvida das divergências trazidas por esta temática. No entanto, convido-os a ler atentamente e, após as devidas reflexões, tirem suas próprias conclusões. “Examinai tudo. Retende o que é bom” (1 Ts 5. 21).
Um argumento muito utilizado por pastores e militantes evangélicos é que a igreja precisa de representantes. Este discurso se fundamenta numa espécie de representatividade cristã necessária às bancadas políticas. A partir então desse argumento gostaria de convidar o leitor a refletir comigo:
A Igreja do Senhor não foi edificada sobre o fundamento humano: “Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18). Conforme esta palavra, a igreja está fundamentada em Jesus. A respeito disso não existe nenhuma contestação. Então, sobre que representatividade estamos falando e qual o objetivo dessa representatividade? Parece-me óbvio que essa representatividade está mais associada a outros interesses e, a respeito disso, não há mal algum. Todos desejam uma rua asfaltada, um trabalho em determinada instituição, uma indicação política e tantos outros (isso também é bênção de Deus). Agora, acreditar que essa representatividade constitui-se, efetivamente, como fundamental e determinante para uma mudança da atual conjuntura em que vivemos é, no mínimo, a meu ver, estar incorrendo num grande equívoco.
Não podemos acreditar que uma representatividade política vai melhorar o mundo. Precisamos de convicção e ousadia para dizer que a “sabedoria do mundo é espiritualmente ineficaz”, (McArthur, 1997. Pg. 129). Leia 1 Co 1. 21-25. Assim sendo, jamais a sabedoria humana conseguirá levar as pessoas a se aproximarem de Deus. Conseqüentemente, nunca conseguirá produzir no homem a paz que ele sempre deseja ter. Nossas igrejas precisam reconhecer imediatamente esta verdade. Filósofos, Antropólogos, POLÍTICOS, (Grifo do Autor) e outras pessoas sábias, nunca conseguirão encontrar a solução para o maior problema da humanidade: o pecado
A humanidade está em pior situação hoje do que jamais esteve, mas, e os representantes políticos da igreja, o que fizeram para minorar essa situação? Conforme o site: http://padom.com.br/ Disponível em 15/09/2010 às 09:41hs: Deputados evangélicos do Rio se omitem na aprovação de leis que transformam orixás, caboclos e “entidades espirituais” em patrimônio do Estado (esse é só um exemplo de muitos encontrados). A sabedoria humana de nosso tempo está realmente falida e a verdade reside no fato de que esta sabedoria tende a agravar a situação da humanidade e não melhorá-la. É só ver os noticiários a respeito das guerras, racismo, alcoolismo, pedofilia, crime de pistolagem, divórcio, drogas e pobreza para comprovar que a sabedoria humana não serve como fundamento para impactar o mundo. Não nos enganemos: “... o mundo jaz no maligno” (1 Jo 5.19). A sabedoria humana pode, no máximo, elaborar projetos para uma efêmera sensação de bem estar social do povo, pode construir projetos que irão beneficiar as famílias no que diz respeito ao saneamento básico, moradia, educação e outros, mas conter o avanço do mal, jamais. Então sigamos o que diz a Bíblia: “Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus para destruição das fortalezas” (2 Co 10.3-4), e ainda, nós, crentes no Senhor Jesus, que já aprendemos a Palavra da verdade sabemos que “...não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef. 6.12). Por que insistimos, então, no discurso capcioso de que a igreja precisa de representantes? E ainda, por que achamos que é por nossas forças que iremos vencer? “Uns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós faremos menção do nome do SENHOR nosso Deus” (Sl 20.7).
Quanto mais o mundo depende da sabedoria humana, tanto mais esses problemas se agravam. Então, continuo a perguntar: Precisamos de representantes políticos para quê? Qual a solução? De forma maravilhosa “... aprouve a Deus salvar os que crêem pela loucura da pregação” (1 Co 1.21). Segundo McArthur, Pregação é a palavra grega Kerigma, que enfatiza tanto a mensagem quanto o método através do qual ela será anunciada. Deus escolheu uma mensagem e uma metodologia que a sabedoria deste mundo considera como loucura, mas que na verdade é a única maneira para uma transformação efetiva: A pregação da Palavra.
Todo o ministério da igreja, em seus primórdios, concentrou-se no evangelho. Não havia nenhuma sugestão de debate sobre política entre os irmãos, mas a igreja e todos os seus ministros tinham como alvo o fortalecimento dos outros crentes, a fim de que esses anunciassem a pregação da Palavra ao mundo. Por que, então, hoje é diferente? Por que, ao invés de focalizarmos na Palavra, investimos em assuntos que apenas fortalecem os intentos do ‘deus deste século’ (2 Co 4.4) que, a propósito, “...cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus?”.(Idem)

O que precisamos é de homens comprometidos com Deus que preguem a Palavra e denunciem o pecado, mas o que temos são líderes cristãos estabelecendo parcerias com os filhos de Belial e “... que harmonia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? (2 Co 6:15 -16a). Precisamos do obreiro aprovado citado por Paulo, “... que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15). Precisamos de líderes que entendam o que significa realmente ser igreja. Que compreendam que ser igreja não está adstrito aos serviços litúrgicos, mas refere-se a um estilo de vida, a um chamado vocacional que não tem sua identidade diluída em tempos de política, mas permanece firme no cumprimento de seus propósitos.
Tentando justificar o argumento da necessidade de representantes políticos, o pastor de uma igreja, que costuma eleger muitos candidatos, disse: “precisamos eleger evangélicos para que a PLC 122/2006, não seja aprovada!”. Vale a pena esclarecer que este projeto torna crime a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero - equiparando esta situação à discriminação de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, sexo e gênero, ficando o autor do crime sujeito a pena, reclusão e multa.
Contra-argumentando esta idéia apresentada pelo pastor, disse que independente deste ou daquele candidato da igreja, os homens continuarão avançando em desobediência a Deus. Somente através da Palavra de Deus, que é a verdade, o homem poderá ser liberto de suas práticas pecaminosas: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. (Jo 8.32). Então, o homossexualismo, a pedofilia e tantos outros males que refletem a natureza decaída do homem, continuarão avançando e não vai ser candidato A, B ou C que mudará essa realidade.

Tivemos, recentemente, a terceira edição da marcha lésbica em Belém. Cem mil pessoas eram aguardadas nas ruas para reivindicar mais tolerância para com os desiguais. A representante e coordenadora desse movimento disse “... o paraense é um povo mais tolerante e participativo do que os demais”. Disse ainda: "Esta é a maior passeata lésbica do Brasil. A que ocorre em São Paulo reúne três mil pessoas, um público tímido. Aqui, desde a primeira edição, tivemos uma grande participação, não apenas de lésbicas, mas também de pessoas que simpatizam e apóiam o movimento homossexual”. E os representantes evangélicos, bem como os aspirantes, o que disseram? Só pra lembrar, na mesma ocasião desse evento, alguns candidatos e militantes evangélicos faziam também passeatas e promessas aos eleitores.
Irmão, o fato de determinado candidato ser ou dizer ser evangélico não implica, necessariamente, em dizer que ele tem a competência, disposição e coragem para defender os valores cristãos, confrontando o pecado e anunciando a verdade de Deus. E mais, não esqueça que nem tudo que reluz é ouro. Nessa época, todas as estratégias são válidas para ganhar votos, inclusive a de se dizer evangélico. Não estamos aqui querendo fazer nenhum julgamento, no entanto, não podemos nos omitir e permitir que nosso povo continue enganado por aqueles que deliberadamente têm essa intenção.
Sinceramente, precisamos recobrar a consciência como igreja. Precisamos retomar nossa identidade: “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério” (2 Tm 4. 1-5).
Tenho percebido que a igreja está perdendo sua identidade. Não está mais disposta a avançar, mesmo em situações desfavoráveis. Vivemos um cristianismo da comodidade, da facilidade e da troca. Lutamos pela idéia de que precisamos de representantes políticos e esquecemos de confiar e depender do Senhor. Pregamos que Deus é nosso provedor, mas continuamos vivendo um pragmatismo impaciente. Trocamos a Sabedoria de Deus pela Sabedoria humana.
Não tenho dúvida e nem ouso questionar a Multiforme Graça do Senhor. Ele é soberano para levantar homens e mulheres para a realização de seus propósitos eternos. No entanto, o Senhor não depende de nossa intervenção partidária, nossos discursos falaciosos e nem tão pouco da barganha, o que, diga-se de passagem, é muito comum nesses tempos.
Querido irmão, realmente não é fácil voltar-se contra essa idéia que infesta nossas igrejas. Muitas pessoas defenderão com unhas e dentes a necessidade de apoio a determinado candidato indicado pelo pastor ou outro líder da igreja. No entanto, submeta essa indicação ao Senhor Deus. Ele sabe todas as coisas e a motivação de cada coração. Não permita que o teu direito de escolha seja roubado. Ore ao Senhor e busque nEle a resposta para esse momento.
Como cidadão, exerça seu direito. Vote consciente. Como crente no Senhor, ore para que vivamos os desígnios de Deus para nossa nação. Como igreja, avance cumprindo o Ide do Senhor (Mc 16.15). Enquanto estivermos nessa terra precisamos cumprir com aquilo que estabelecem nossas leis, (desde que não agridam os princípios bíblicos que defendemos), e a lei brasileira nos convoca a escolhermos homens e mulheres que estarão dirigindo nosso país. Portanto, escolhamos com cuidado.
No mais, não esqueçamos: A Igreja do Senhor precisa de homens e mulheres que tenham coragem para pregar a Palavra. Assim sendo, pregar a Palavra significa denunciar as posturas pecaminosas assumidas pelo mundo. Significa ir de encontro ao que o mundo ensina. Significa fundamentar nossas ações na Sabedoria de Deus. Por fim, significa ser inconformado com este mundo. (Rm 12.2). Você está disposto? Não precisa se candidatar a um cargo político e nem apoiar alguém. Basta viver um cristianismo verdadeiro e dizer Sim para o chamado de Deus.
Que o Senhor Deus possa estar levantando nas próximas eleições muito mais que deputados, senadores, governadores e presidente, mas homens que ergam a bandeira de Cristo e estejam dispostos a sofrer perseguições, para que a loucura da pregação alcance o Brasil e engrosse a fileira daqueles que, em breve, estarão para sempre e sempre com o Senhor.

Soli Deo Gloria


Este texto é de inteira responsabilidade de seu Autor
Produção Independente
Distribuição Gratuita
Contatos :
Augusto Souto.
Fones 8160 0 711 8891 3883
E – mail: august_ana@ hotmail.com

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

IGREJA É IGREJA E PÚLPITO NÃO É PALANQUE


Augusto Souto

Estamos às portas de mais um pleito eleitoral. Às portas de um maquiavélico evento que escraviza, manobra e assassina a consciência do povo brasileiro. Já estamos ouvindo os primeiros balbucios de uma turba desgovernada, desesperada e despreparada que busca neste evento “o seu lugar ao sol”. Um exército de militantes, recrutados a partir da submissão ideológica e da consciência escravizada, começa os seus primeiros passos. Lamentavelmente os brasileiros, sem muita escolha a ser feita, se submeteram a isso, mesmo sabendo que juntos podem mudar essa realidade, mas, como fazê-lo? Como diria Paulo Freire, eis aí uma “ambigüidade dramática”: de um lado o desejo de se libertar de tudo isso e de outro a necessidade de baixar a cabeça e conseguir o seu quinhão nessa partilha medíocre e desigual.

Por todos os lados já se ouvem os comentários a respeito desse ou daquele político. Os assessores parlamentares que mais parecem opressores elementares têm a tarefa de começar a preparar o caminho. R$ 10,00 pra um, uma cesta básica pra outro, um almoço na casa de um irmãozinho da igreja, uma televisão para uma programação social, enfim... Começam a impor sobre o povo a imagem do seu correligionário.

O senador Cristovão Buarque disse em uma entrevista: “antes nos sujávamos de sangue, brigando por um ideal. Hoje nossos jovens se sujam de lama de uma política que respinga sobre eles...”. Nossa política vive realmente em uma lama profunda. Nossos políticos, com raríssimas exceções, estão entregues, mergulhados profundamente na corrupção. É só assistir o noticiário. Como diria Guilherme Arantes: “Você verá que é mesmo assim que a história não tem fim...”. Realmente, e aproveitando o nome da canção, estamos “Brincando de Viver”.

Já não sabemos em quem acreditar. Alguns até tentam assumir uma postura de piedade, “viram crente” e começam ate a freqüentar a igreja “x” ou “y”. Usam bíblia e começam a falar o evangeliquês. Com celular ligado durante os cultos esses “novos convencidos” levantam-se várias vezes para atender as diversas chamadas, acertam visitas comunitárias e tantas outras ações que possam somar ao seu intento de votos.

Alguns outros fazem doações de cimento, telhas e outros materiais para a construção da igreja. Fazem questão de serem visto por todos os irmãos daquela denominação. Não basta doar, tem que aparecer! Afinal, é a visibilidade que interessa.

E, falando de um contexto mais igrejano, realmente tenho encontrado muita dificuldade para entender e aceitar essas posturas dentro da igreja. Homens de Deus trocando o evangelho por cimento, televisão, bicicleta, ônibus. Não consigo admitir que alguém sequer fale sobre política dentro da igreja. Mas a realidade é outra. Infelizmente nossos púlpitos estão servindo como palanque eleitoral. Já vi candidatos dizendo no púlpito que “sentiram de Deus” de entregar o dízimo naquela igreja. Tudo isso em meio a lágrimas. Já participei de um culto onde o Pastor pedia, inúmeras vezes, que os irmãos repetissem o número do candidato da igreja. Participei de inúmeras reuniões onde o pastor nos intimou a votar em determinado candidato escolhido pela “missão parlamentar”, uma espécie de conselho deliberativo da igreja que fazia as indicações políticas.

Discutir apoio político, bem como realizar propagandas políticas entre os evangélicos, apesar de patético, realmente não é crime, no entanto, usar os púlpitos e propagandas políticas na igreja é expressamente proibido por lei e pode gerar, além de multa, a impugnação de candidaturas, (é só formalizar uma denúncia com provas). É o que estabelece a lei 12.034/09, que alterou a Lei dos Partidos Políticos e o Código Eleitoral. As multas podem ser estipuladas, pelos tribunais eleitorais, não só para os candidatos, mas também para as igrejas. Os templos religiosos são considerados, pela legislação, como bens de uso comum, nos quais não cabe propaganda eleitoral.

Não se assuste se neste pleito você observar comportamentos parecidos. Pastores reunindo igreja para promover determinado candidato. Que vergonha! Liderança cristã usando a autoridade que lhe foi conferida para influenciar aqueles crentes indecisos, enfim... É preciso mais cuidado ainda, porque as vezes essas posturas não são vistas a olhos nus. É preciso bastante atenção para perceber que existem alguns lobos disfarçados de ovelhas no meio do rebanho. Dizem que não toleram também as posturas acima apresentadas, têm aparência de submissão, mas na prática estão trabalhando dia e noite com vistas a seduzir e escravizar politicamente os mais fracos. Enquanto isso acontece o diabo trava todas as ações cristãs no que diz respeito ao evangelismo. É como se a igreja tirasse uma “folga” da sua missão para defender este ou aquele partido político. É o fim! Fico realmente impressionado em ver a disposição de crentes empunhando uma determinada bandeira de sol a sol. O orgulho, (ou necessidade), de estampar em seu carro a imagem de um mero mortal numa ação provocativa, enquanto que a ordem imperativa do Senhor em ir “por todo o mundo e pregar o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15), tem sido desprezada e substituída por uma mensagem do inferno que tem escravizado e tornado muitos crentes reféns dessa política partidária: “ uma mão lava a outra”.

A troca de favores tem sido a marca de um país subdesenvolvido que, seguindo essa lógica, jamais avançará no sentido de garantir uma cidadania plena. Conseqüentemente, a igreja tem sido afetada. Tem se curvado a este senhorio secular que cria perspectivas positivas a partir de discursos falaciosos. Muitas igrejas têm assumido a responsabilidade leviana de apoiar determinado candidato, por declarada troca de favores pessoais ou de interesse da comunidade cristã, mesmo sabendo que, a exemplo de outras vezes, este político pode se corromper e manchar a imagem da igreja do Senhor. Na verdade, chego a pensar que isso é o que pouco importa para alguns lideres religiosos, O que realmente conta é a sua projeção.

Queria deixar um alerta para aqueles que leram até aqui:

1 – Não troque o seu posto de embaixador de Cristo para cabo eleitoral desse ou daquele candidato.

2 – Nunca esqueça que esse tempo passará. Seu esforço, dedicação e empenho talvez jamais sejam reconhecidos pelo seu candidato.

3 – Algumas pessoas lamentarão profundamente no final da vida porque olharão para trás e perceberão que empreenderam muitos esforços em atividades efêmeras que cessarão após o seu último suspiro.

4 – Nós precisamos plantar nesta vida com vistas à vida eterna com o Senhor.

5 – Não troque a Escola Bíblica dominical por uma carreata do seu candidato, (mesmo que no final você receba uma gorjeta). O Teu Deus te dará muito mais se você for fiel.

6 – Não perca seu limitado tempo falando do seu candidato. Prega a palavra a tempo e fora de tempo.

7 – Não esqueça que a Casa do Senhor, a Assembléia do Deus Altíssimo deve ser utilizada plenamente com vistas ao cumprimento dos propósitos eternos do Senhor: Comunhão, Adoração, Discipulado, Evangelismo e Serviço. Não está incluído nesses propósitos a promoção desse ou daquele candidato.

8 – Envergonhe-se daquela igreja, onde seu pastor permite ações político-partidárias e utiliza a Casa do Senhor para fins meramente políticos, perdendo tempo e deixando de alimentar o rebanho.

9 – Não se engane, político nenhum oferece um almoço, cede um ônibus, doa camisas e sacas de cimento necessariamente porque ele é um homem de Deus. Por trás de cada ação, há claramente um claro objetivo político. Às vezes o candidato nem fala nada. Não é preciso. A sua imagem, e ações falam por ele. (... e ainda tem gente que acredita).

10 – Se você perceber que sua igreja tem compactuado com posturas, mesmo politicamente corretas, mas que ferem a santidade da igreja. Se perceber que o Pastor tem dado pouca importância à instrução e investido na promoção desse ou daquele candidato. Apresse- se em sair desta igreja. Ela não é uma igreja séria.

Por fim queridos, estejamos atentos porque assim como “foi nos tempos de Noé assim também será a vinda do filho do Homem” (Mt 24. 37). Muita gente estará tão envolvida com os negócios dessa vida que perderá o foco da necessidade de preparação para o encontro com o Senhor. Em breve estaremos na Presença do nosso Deus. Não tenho dúvida de que vale a pena investir o pouco tempo que nos resta no Reino do Senhor. Pregue a palavra, visite, ore, leia a bíblia, ajude àqueles que sucumbem, aqueles que estão caminhando para o inferno.

Tenho certeza que o Senhor “... não joga dados”, (Einstein): Deus é soberano em tudo e tem propósitos para todos nós, inclusive para os candidatos deste pleito eleitoral. Sendo assim, descansemos no Senhor. É bem verdade que não podemos nos omitir. Exerçamos nossa criticidade e façamos nossas escolhas, mas nunca esqueçamos que somos forasteiros nessa terra e que em breve estaremos na nossa Pátria Celestial e nunca mais precisaremos de campanhas políticas, carreatas showmícios e tantos outros. Estaremos para sempre na Augusta Presença do nosso Senhor para todo o Sempre. Amém.

Soli Deo Gloria

Esse texto é de inteira responsabilidade de seu Autor

Contatos:

Augusto Souto.

Fones 8160 0 711 8891 3883

E – mail: august_ana@ hotmail.com

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O ÚLTIMO FOLHETO


Todos os domingos à tarde, depois do culto da manhã na igreja,o pastor e seu filho de 11 anos saíam pela cidade e entregavam folhetos evangelísticos.

Numa tarde de domingo, quando chegou à hora do pastor e seu filho saírem pelas ruas com os folhetos, fazia muito frio lá fora e também chovia muito. O menino se agasalhou e disse: -’Ok, papai, estou pronto. ‘ E seu pai perguntou: -’ Pronto para quê?’ -’ Pai, está na hora de juntarmos os nossos folhetos e sairmos. ‘ Seu pai respondeu: -’ Filho, está muito frio lá fora e também está chovendo muito. ‘ O menino olhou para o pai surpreso e perguntou: -’Mas, pai, as pessoas não vão para o inferno até mesmo em dias de chuva?’ Seu pai respondeu: -’Filho, eu não vou sair nesse frio.

‘ Triste, o menino perguntou: -’Pai, eu posso ir? Por favor!’

Seu pai hesitou por um momento e depois disse:

-’Filho, você pode ir. Aqui estão os folhetos. Tome cuidado, filho.

‘ -’Obrigado, pai!’ Então ele saiu no meio daquela chuva. Este menino de onze anos caminhou pelas ruas da cidade de porta em porta entregando folhetos evangelísticos a todos que via. Depois de caminhar por duas horas na chuva, ele estava todo molhado, mas faltava o último folheto.

Ele parou na esquina e procurou por alguém para entregar o folheto, mas as ruas estavam totalmente desertas.

Então ele se virou em direção à primeira casa que viu e caminhou pela calçada até a porta e tocou a campainha.

Ele tocou a campainha, mas ninguém respondeu. Ele tocou de novo, mais uma vez, mas ninguém abriu a porta. Ele esperou, mas não houve resposta.

Finalmente, este soldadinho de onze anos se virou para ir embora, mas algo o deteve. Mais uma vez, ele se virou para a porta, tocou a campainha e bateu na porta bem forte. Ele esperou, alguma coisa o fazia ficar ali na varanda.

Ele tocou de novo e desta vez a porta se abriu bem devagar.

De pé na porta estava uma senhora idosa com um olhar muito triste. Ela perguntou gentilmente: -’O que eu posso fazer por você, meu filho?’

Com olhos radiantes e um sorriso que iluminou o mundo dela, este pequeno menino disse: -’Senhora, me perdoe se eu estou perturbando, mas eu só gostaria de dizer que JESUS A AMA MUITO e eu vim aqui para lhe entregar o meu último folheto que lhe dirá tudo sobre JESUS e seu grande AMOR.

‘ Então ele entregou o seu último folheto e se virou para ir embora. Ela o chamou e disse: -’Obrigada, meu filho!!! E que Deus te abençoe!!!‘ Bem, na manhã do seguinte domingo na igreja, o Papai Pastor estava no púlpito.

Quando o culto começou ele perguntou: – ‘Alguém tem um testemunho ou algo a dizer?’

Lentamente, na última fila da igreja, uma senhora idosa se pôs de pé. Conforme ela começou a falar, um olhar glorioso transparecia em seu rosto.

– ‘Ninguém me conhece nesta igreja. Eu nunca estive aqui. Vocês sabem antes do domingo passado eu não era cristã. Meu marido faleceu a algum tempo deixando-me totalmente sozinha neste mundo. No domingo passado, sendo um dia particularmente frio e chuvoso, eu tinha decidido no meu coração que eu chegaria ao fim da linha, eu não tinha mais esperança ou vontade de viver. Então eu peguei uma corda e uma cadeira e subi as escadas para o sótão da minha casa. Eu amarrei a corda numa madeira no telhado, subi na cadeira e coloquei a outra ponta da corda em volta do meu pescoço. De pé naquela cadeira, tão só e de coração partido, eu estava a ponto de saltar, quando, de repente, o toque da campainha me assustou.

Eu pensei: -’Vou esperar um minuto e quem quer que seja irá embora. ‘ Eu esperei e esperei, mas a campainha parecia tocar cada vez mais alta e era mais insistente; depois a pessoa que estava tocando também começou a bater bem forte. Eu pensei: -’Quem neste mundo pode ser? Ninguém toca a campainha da minha casa ou vem me visitar. ‘ Eu afrouxei a corda do meu pescoço e segui em direção à porta, enquanto a campainha soava cada vez mais alta. Quando eu abri a porta e vi quem era, eu mal pude acreditar, pois na minha varanda estava o menino mais radiante e angelical que já vi em minha vida. O seu SORRISO, ah, eu nunca poderia descrevê-lo a vocês! As palavras que saíam da sua boca fizeram com que o meu coração que estava morto há muito tempo SALTASSE PARA A VIDA quando ele exclamou com voz de querubim: -’Senhora, eu só vim aqui para dizer QUE JESUS A AMA MUITO. ‘ Então ele me entregou este folheto que eu agora tenho em minhas mãos. Conforme aquele anjinho desaparecia no frio e na chuva, eu fechei a porta e atenciosamente li cada palavra deste folheto. Então eu subi para o sótão para pegar a minha corda e a cadeira. Eu não iria precisar mais delas

Vocês vêem – eu agora sou uma FILHA FELIZ DO REI!!!

Já que o endereço da sua igreja estava no verso deste folheto, eu vim aqui pessoalmente para dizer OBRIGADO ao anjinho de Deus que no momento certo livrou a minha alma de uma eternidade no inferno. ‘ Não havia quem não tivesse lágrimas nos olhos na igreja. E quando gritos de louvor e honra ao REI ecoaram por todo o edifício, o Papai Pastor desceu do púlpito e foi em direção a primeira fila onde o seu anjinho estava sentado.

Ele tomou o seu filho nos braços e chorou copiosamente. Provavelmente nenhuma igreja teve um momento tão glorioso como este e provavelmente este universo nunca viu um pai tão transbordante de amor e honra por causa do seu filho…

Exceto um. Este Pai também permitiu que o Seu Filho Jesus viesse a um mundo frio e tenebroso.

Ele recebeu o Seu Filho de volta com gozo indescritível, todo o céu gritou louvores e honra ao Rei,

o Pai assentou o Seu Filho num trono acima de todo principado e potestade e lhe deu um nome que é acima de todo nome.

J E S U S.